quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Novo Conto - Apolo e Jacinto

A Morte de Jacinto, de Méry-Joseph Blondel
Finalmente está em fase de conclusão o meu sexto conto (ETA JACÓ!). O nome ainda não está decidido, mas a temática que seguirei será bem diferente de qualquer um outro que já escrevi.
Farei o recontar de um mito, o de Apolo e Jacinto. Espero que fique realmente bom, da mesma forma que os meus outros cinco ficaram (isso segundo os meus leitores, coisa que eu acredito).
Ah, e a propósito, os meus outros cinco contos publicarei no blog, assim todo mundo fica conhecendo um pouco da minha perda de tempo do meu trabalho como escritor (cof cof). Não é demais? NÃO! Então aguarde mais um pouco e reze muito.

Rodrigo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Prometeu, o bom Titã

Prometeu, o bom Titã,
Aos humanos o fogo deu.
Por amor a essa raça
Um castigo recebeu.

Tal amor foi sua ruína,
Pois o imortal sente dor.
O que ele fez não foi crime
Mas, sim, um grande favor.

Conhecendo o bom Titã
A um rochedo acorrentado
Falo com ele um pouquinho
E recebo esse cuidado:

- O Amor é um perigo
Tenha cuidado, Odisseu.
Olhe, hoje, o meu estado.
Não seja outro Prometeu.

Odisseu Castro.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Lembre-se



Mas que sorte foi a que eu tive
De poder te conhecer
Encontrar alguém assim
É difícil acontecer.
Mesmo procurando bem
Ter-se alguém com quem falar
E também poder confiar
É bem raro eu merecer.

Não se preocupe menino
Disso sempre vou te lembrar
De que não sou como os outros
Que só querem te usar.

Ao saber o seu segredo
Que só a poucos falastes
Fiquei com medo, confesso,
Logo quando o revelastes
Mas foi algo passageiro
E fiquei feliz mais tarde
Por saber que, sem alarde
Você em mim se apoiastes.

Não se preocupe menino
Disso sempre vou te lembrar
De que não sou como os outros
Que só querem te usar.

Aparece, de vez em quando,
A você algum palhaço
Que, na verdade, só querem
É dormir no teu regaço
Tipo um mero objeto
E assim vão te iludindo
Maltratando, te ferindo,
Como se fosses de aço.

Não se preocupe menino
Disso sempre vou te lembrar
De que não sou como os outros
Que só querem te usar.

Mas eu, sim, sou diferente
Sou amigo de verdade
E nessas linhas eu gravo
Para toda eternidade
Que, para mim, és importante
Não mais um na multidão
E te digo, de coração,
Que me trazes felicidade.

Não te preocupes em vão
Leia e vais se lembrar
Pois não sou como aqueles
Não sirvo pra te usar.

Odisseu Castro.

Poemas musicais


Doce Orfeu pra seu amor
Dedilhava uma canção
Para todos que ouviam
Era mais uma oração.

Tanta beleza em sua lira
E tristeza acompanhada
Eurídice que tudo ouvia
Mais ficava apaixonada.

Quando vi a bela cena
Eu também me apaixonei
Tanto que a gentil Apolo
Desse jeito eu indaguei:

- Ó bom deus da profecia
Desse sol aquecedor
Modifique meus poemas
Em belas canções de amor.

Odisseu Castro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Negação


Você me negará o seu amor?
O que te negarei é muito mais:
Pois eu te negarei a minha vida
Não darei mais a minha alegria
Não merecerás o meu sorriso
Nem mesmo o brilho do meu olhar.
Não chegará perto do meu corpo
Irei te negar os meus sonhos
As fantasias que tinha ao lado teu
Te negarei as minhas lembranças felizes
Negarei a você minha companhia
Os consolos que sempre te dei em seus problemas.
O desejo de te possuir
Negarei que te conheci um dia
Negarei que fui feliz ao sonhar que poderia te ter
E assim serei feliz. Talvez?

Você me negará o seu amor?
Somente isso eu jamais poderei negar.
Pois a única coisa que não quero é terminar a minha vida
Lembrando que, em algum momento dela, fiz algo igual a você.

Odisseu Castro.